|
Como tudo começou
Voltando muito na história
do homem, podemos relembrar que os primeiros metais usados foram aqueles que se
encontravam em formas naturais puras, como as pepitas de ouro de aluvião. É certo que um
dos primeiros metais utilizados como peça de adorno foi o ouro.
Por volta de 5.500 a.C.
teve início a metalurgia do cobre.
O processo da
metalurgia envolve técnicas que foram sendo descobertas lentamente, com o acúmulo de
experiências, baseadas em erros e acertos.Na arte de trabalhar o metal, a técnica mais
antiga de que se tem conhecimento é a forja a frio (martelagem), posteriormente veio a
fundição, sendo a do cobre a mais importante.
A origem da fundição por
cera perdida se dá quando o homem molda argila, imprimindo nela uma forma volumosa, que
pode ser a ponta de uma lança ou um machado. Essa argila é queimada e depois de
endurecida servirá de molde para que se deposite o metal líquido incandescente.
Esse era um método
adequado para peças grandes e pesadas, sem detalhes ou precisão. No entanto, o homem
quis seguir além de suas descobertas e poder gerar objetos mais refinados, de linhas mais
finas e delicadas. Começou então o processo realmente dito de fundição por cera
perdida. Peças eram esculpidas em cera de abelha e inseridas no barro que era posto para
secar. Deixava-se uma abertura para que a cera pudesse escorrer quando a argila se
aquecia. Depois, o metal líquido era injetado para dentro desse molde. Quando frio, o
barro era quebrado e surgia então o objeto de metal. |

|

|
A época do surgimento
dessa técnica é incerta, no entanto, objetos encontrados na tumba de Tutankamon foram
produzidos por esse método.
A técnica da Fundição
por Cera Perdida consiste basicamente:
Uma peça esculpida ou
reproduzida em cera é agrupada no que chamamos "árvore", ou seja, um bastão
central de cera (caule) ao qual se unem todas as peças, fixadas por meio de um gito
(tronco).
Essa "árvore"
será colocada num recipiente e preenchido com gesso.
O gesso é endurecido e
levado ao forno em alta temperatura. A cera derretida escorre para fora do gesso e têm-se
um molde interno das peças. Atualmente tem sido utilizada a fundição a vácuo, onde a
cera é também absorvida pelas paredes laterais do gesso.
O metal líquido é
injetado para dentro desse molde e o gesso é dissolvido em água.
Surgem as peças de metal.
Uma peça piloto em metal
pode ser reproduzida em quantidades ilimitadas utilizando-se a borracha vulcanizada.
Um ourives produz a peça
que será utilizada para fazer um molde de borracha. Essa borracha será vulcanizada para
que endureça. A peça em metal é retirada e pode-se injetar a cera nesse molde. Como
resultado teremos a peça idêntica em cera. Essa peça será reproduzida em diversas
outras que serão então montadas na árvore para fundição.
Esse é um dos processos
mais utilizados nos dias de hoje para se confeccionar modelos na indústria joalheira
americana e européia.
Essa técnica permite a
criação de várias peças idênticas (usando a reprodução por borracha vulcanizada)
num curto período de tempo e custo muito inferior ao da produção artesanal.
Não existe perda em ouro.
Os modelos serão melhor
trabalhados em seu formato, design, movimento. As limitações serão reduzidas no que se
refere a dobras, soldas e outras dificuldades existentes na ourivesaria tradicional.
Um erro cometido na cera
pode ser facilmente corrigido apenas derretendo um pouco do material sobre o modelo.
A jóia final não possui
uma solda sequer, salvo as exceções como os pinos dos brincos.
Márcia Pompei
[
Curso de Fundição por Cera Perdida ]
|