Uroboro

A serpente que morde a própria cauda tomando a forma de um círculo tem impressionante simbolismo.
O eterno retorno, repetição cíclica, movimento, evolução, continuidade.

Entre povos antigos a serpente é a representante da sabedoria e do rejuvenescimento contínuo.

O círculo representa a eternidade, sem começo nem fim, completo em si.

Entre os alquimistas o Uroboro é o símbolo de um processo que se repete continuamente – aquecimento, evaporação, resfriamento e condensação visando o refino de substâncias.

Na cultura oriental pode ser visto em duas cores, metade preto e metade branco, numa referência ao Yin e Yang, céu e terra, bem e mal, dia e noite, homem e mulher.
Essa antiga imagem ainda pode evocar a união do mundo ctônico (da serpente) com o mundo celeste (do círculo). É a transcendência da dualidade.

Quando a serpente assume a forma circular, ela “quebra” padrões (da sua forma comum linear) para direcionar-se a elevados níveis de evolução (a forma do círculo).

A serpente segue a roda das existências, o samsara. Ela se torna escrava de um movimento contínuo e repetitivo que não admite a morte, ou melhor, não a vê dessa forma e sim como mais uma etapa de um amplo e complexo processo que visa exclusivamente a evolução.

Nada existe por acaso, até mesmo as dificuldades têm sua função, algo a nos ensinar, a acrescentar. Basta «regular» nosso foco e ver lá… lá longe! Há etapas a cumprir, tarefas a realizar, degraus a subir. O que parece fim é na verdade a oportunidade de um novo e fantástico começo (ou recomeço!!!). Nada morre.

Nada acontece mesmo por acaso… por isso o Uroboro está aqui, nessa última matéria da coluna “Canal Esotérico”. Ele tem a função de dizer que nada deve ser visto como FIM. Há um ciclo, uma evolução, e quando há harmonia isso acontece naturalmente. Saio do Portal JoiaBR com uma grande tristeza no coração, porém feliz em saber que compartilhei informações com os leitores e amigos, e que aprendi muito também, com todos vocês. Trabalhar com Dorotéia Hortmann não é trabalho, vai muito além disso, é um grande prazer. Prazer em estar ao lado de profissional séria, competente e que respeita seus colegas, que tem como guia a ética, acima de qualquer coisa. Foram mais de cinco anos nesse veículo pioneiro no setor joalheiro, que conquistou um espaço privilegiado e respeitado (mais do que justo). Meu imenso amor pela Joalheria foi o responsável maior por essa parceria. Caro internauta, compartilhei seu tempo, seu desejo de conhecimento, sua vida, agradeço muito por isso. Continue sua busca, continue descobrindo, porque a Joalheria tem muito mais do que possamos imaginar, ela é fascinante. Desejo a todos um maravilhoso milênio (só o ano de 2009 é pouco!). Grande abraço.

Bibliografia e fontes

Dicionário Ilustrado de Símbolos
Hans Biedermann – Editora Melhoramentos

Dicionário de Símbolos
Jean Chevalier – Alain Gheerbrant – Editora José Olympio

Símbolos Antigos e Sagrados
Ralph M. Lewis, F. R. C – Biblioteca Rosacruz

Publicação

Artigo originalmente publicado no site JoiaBr

Autor(a): Márcia Pompei

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