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Muito mistério cerca esse
homem cuja idade e origem são duvidosas. São muitas as teorias a
respeito de seu nascimento: filho da viúva do rei Carlos II da Espanha e
um banqueiro de Madri; filho de um judeu português; de um judeu alsaciano;
de um cobrador de impostos em Rotondo; filho natural do rei de Portugal;
filho do Príncipe Ragoczy, Franz-Leopold, da Transilvânia. Essa última
hipótese é a mais aceita e lógica. A história mostra que o Príncipe
Ragoczy, provável pai de Saint-Germain, foi derrotado em luta contra o
Império Austríaco visando recuperar seu poder independente, assim, suas
propriedades foram confiscadas e seus filhos precisaram abandonar o nome
Ragoczy. O filho mais novo, Saint-Germain, foi entregue ao último Duque
de Medici que o educou.
Sofreu constantes mudanças
de nomes e títulos, não se sabe ao certo se por motivo de segurança ou
outro qualquer.
Falava no mínimo doze
idiomas, possuía todos os dons que se pode listar, dominava todas as
artes de forma geral. Tinha uma educação primorosa, sendo cortês, simpático,
cativante, inteligente, paciente, entre tantas outras qualidades
mencionadas por importantes figuras da época.
Nutria grande admiração
por culturas orientais, meditava por horas e quando acordava relatava
visitas feitas a terras distantes.
Não comia carne nem bebia
vinho. Tinha habilidades curativas e utilizava ervas medicinais. Alguns
relatos mencionam que sua aparência era a mesma em 35 anos. Segundo
alguns registros de época acreditava-se que sua juventude era mantida
pela alimentação equilibrada, pelo uso de ervas manipuladas pessoalmente
e por dons misteriosos que o cercaram. Esteve sempre relacionado a
fantasmas e seres sobrenaturais. Dizia-se que possuía uma legítima pedra
vinda da lua.
Formou sociedades secretas,
ocupou posição proeminente entre os Rosacruzes, os Maçons e os
Cavaleiros Templários
Foi um Alquimista renomado e
admirado. Relatos do conde Karl Cobenzl datados de 1763 descrevem uma cena
em que "...diante de meus olhos Saint-Germain transmutou ferro em um
metal tão belo quanto o ouro, e no mínimo igualmente bom para todos os
trabalhos de um ourives...". Relatos semelhantes foram feitos pelo
marquês de Valbelle e por Casanova.
Manuscritos
da Corte de Luiz XV registraram o seguinte comentário: "...O Conde
se veste de maneira simples, mas com bom gosto. Seu único luxo consiste
em um grande número de brilhantes, com os quais se acha quase todo
coberto. Usa-os em todos os dedos e são vistos cravejados em seu estojo
de tabaco e nos relógios. Uma noite apareceu na corte com sapatos de
enormes fivelas cravejadas de brilhantes que Herr von Gontaut,
especialista em pedras preciosas, calculou valer 200 mil francos...."
Inúmeras obras que tratam
dessa importante figura descrevem sua capacidade de melhorar a aparência
das pedras preciosas. Seu dom pela arte de fundir jóias também é
mencionado com freqüência.
Segundo relatos de Madame du
Hausset o rei Luiz XV mostrou a Saint-Germain um grande diamante contendo
uma jaça, pesou-a em sua frente e disse-lhe que se a pedra não tivesse
aquela falha poderia valer quatro mil libras a mais do que valia naquele
estado. Saint-Germain levou a gema e prometeu devolvê-la em um mês. Após
esse período voltou ao rei com o diamante enrolado em amianto e
totalmente limpo, perfeito. Ao pesar a pedra o rei percebeu que seu peso
fora ligeiramente reduzido. Levado para ser examinado pelo joalheiro real
o diamante foi avaliado no valor estimado pelo rei.
Madame de Pompadour, num dos
inúmeros textos em que se refere ao conde, diz: "...distribuiu
diamantes e jóias com surpreendente prodigalidade...", e o príncipe
Karl de Hesse menciona: "... é um amigo da humanidade, que desejava
dinheiro apenas para dá-lo aos pobres, um amigo dos animais, seu coração
se preocupa tão-somente com a felicidade dos outros..."
Figuras como
Saint-Germain e tantas outras especiais, que nos honram com suas presenças
em nossas vidas, fazem pensar sobre o valor daquilo que nos cerca, o que
será que uma jóia quer nos mostrar? Amigos verdadeiros valem mais do que
o mais valioso dos diamantes. (e essa frase não é minha!)
Imagem do livro "A Alquimia de Saint Germain",
transcrito por Mark L. Prophet & Elizabeth Clare Prophet. Tradução
de Terezinha Batista dos Santos - Nova Era - Propriedade literária da Distribuidora
Record de Serviços de Imprensa S.A
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