Olho: o que tudo vê!

Importante órgão dos sentidos.

Segundo antigas crenças ele não é apenas receptor, mas também emissor. O olho é capaz de liberar energia, tanto positiva quanto negativa. Os famosos “mau-olhado”, “olho grande” ou ainda “olho gordo”, tão conhecidos na cultura popular brasileira, representam bem essa teoria.

A mitologia grega mostra isso com muita clareza, no caso da Medusa que é capaz de petrificar quem dirige o olhar para seus olhos.
Em muitas culturas o Sol é representado como o olho onividente.

Foi muito utilizado pelos egípcios em seus monumentos. O jovem deus Hórus, filho de Osíris e Ísis, também é representado por um olho, o Udjat, bastante visto nas joias egípcias. Era confeccionado em ouro, prata, granito, lápis lazuli e porcelana. Podia estar voltado para a direita ou esquerda e de acordo com essa posição simbolizar o Sol ou a Lua. Era um forte amuleto para atrair boa saúde, mas também é poderoso contra inveja e maledicências. A Joalheria contemporânea o emprega em peças de ouro, prata, esmaltadas ou mesmo recoberto de pedras preciosas.

Entre os árabes o olho é o símbolo da culpa. É usado para lembrar às mulheres sua posição de fonte de desejo e pecado.

Bastante conhecido no Brasil é o “Olho de Cabra”. Trata-se de uma semente vermelha e preta da família das leguminosas. É considerado um forte amuleto contra inveja. Tem sido muito usada nas joias de prata.

No Cristianismo o olho rodeado por raios ou inserido num triângulo com vértice para o alto é o símbolo da onipresença divina, a trindade. Em antigas representações podemos ver olhos nas asas de anjos, como símbolo de sua sabedoria penetrante.

Na Maçonaria o olho é importante símbolo, junto ao triângulo e à coroa de raios. Lembra aos seus seguidores da sabedoria que penetra todo os mistérios, e também a vigilância do Criador. É o olho da providência.

Fascinante também é a crença no “terceiro olho”. Indicado como um sinal da visão que ilumina. É o sexto dos sete chakras da Kundalini Yoga. Sua localização está entre as sobrancelhas, 3 cm acima da raiz do nariz. Também pode ser relacionado à glândula pineal, considerada por algumas correntes esotéricas como a sede dos poderes psíquicos e paranormais.

O Terceiro Olho também é conhecido como “Olho de Brahma” ou “Olho de Buda”.

Nas Ilhas gregas, o povo levava ao pescoço o hoje conhecido “Olho Grego”. Uma peça branca de forma redonda, esférica ou achatada, com a íris preta e círculo azul. Tem o poder de afastar a cobiça e maus sentimentos. Originalmente confeccionado em vidro podia sofrer rachaduras, resultado da absorção das más energias. Também muito utilizado hoje nas peças de joalheria como pingente em pulseiras, tornozeleiras, brincos e gargantilhas, sozinho ou junto a diversos outros amuletos. Há alguns anos faz sucesso em grandes shoppings, apresentados em stands, onde podem ser vistos aplicados nas mais diferentes peças.

Acreditam os místicos que a energia baixa de um olhar pode ser eliminada com um semelhante, um outro olhar. Por isso o olho tem sido tão empregado em peças de adorno, para absorver vibrações ruins dirigidas à pessoa.

Na dúvida, melhor não duvidar, olho nas joias!

Já dizia o poeta: “os olhos são o espelho da alma!”. Eles podem expressar aquilo que está no interior, no mais íntimo e secreto do homem.

Mostramos aqui todas as “facetas” da simbologia, misticismo, esoterismo, crendices e tanto mais. No entanto, a verdade é que, além disso tudo, deve contar a sensibilidade, a “intuição” própria. Não pense apenas que o olho vai protegê-lo do mal. Pense que ele pode trazer beleza à sua imagem, alegria aos olhos de quem o observa. Procure levar boas energias junto com ele, pois tudo o que você emite recebe triplicado. Se for o mal, assim retornará; mas se for o bem, prepare-se para ser ainda mais feliz!

Bibliografia e fontes

Dicionário Ilustrado de Símbolos
Hans Biedermann – Editora Melhoramento

Dicionário de Magia e Esoterismo
Nevill Drury – Editora Pensamento

Enciclopédia de Conhecimentos Esotéricos
Alfredo Nieva – Editora Professor Francisco Valdomiro Lorenz

Dicionário do Folclore Brasileiro
Luís da Câmara Cascudo – Global Editora

Os Talismãs e seus segredos
Nadia Julien – Editora Rideel Ltda.

O livro dos Amuletos
Gabriela Erbetta – Michelle Seddig Jorge – Publifolha

Publicação

Artigo originalmente publicado no site JoiaBr

Autor(a): Márcia Pompei

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