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Esse
atraente símbolo místico tem aparecido em peças de joalheria há
algum tempo.
Nas
últimas coleções surge ainda mais enigmática.
Sua forma, componentes, apresentação, cores e tudo mais, quase que
“hipnotiza” quem a observa. E a intenção é essa mesmo.
Sua
principal finalidade é a de induzir à concentração. É um forte veículo
para a meditação. Leva o indivíduo a percorrer o caminho evolutivo do
estado de consciência biológico até o espiritual.
A
palavra é sânscrita e significa “círculo” mas acredita-se numa
forte ligação com os druídas.
Sua
estrutura consiste num Centro e formas dispostas ao seu redor, circular
ou geometricamente.
Segundo
Thorwald Dethlefsen “o verdadeiro centro de um círculo é um
ponto”. Mas o Ponto não tem dimensão, está distante não só da
nossa percepção mas também da nossa imaginação. Por simbolizar a
unidade e a perfeição, é também um símbolo de Deus, em inúmeras
culturas ao longo da história da humanidade.
O
Círculo se forma a partir de um Ponto central, é definido por ele.
Ponto e Círculo – Deus e Mundo – Conteúdo e Forma.
O
Centro da Mandala simboliza a totalidade, a divindade, a consciência
superior, cósmica. Segundo o grau de iniciação alternam-se os símbolos.
No Sistema tântrico do Hinduísmo podemos encontrar aí a cunha do trovão
diamantino representando a união masculino/feminino.
As
formas ao redor do Centro representam as inúmeras facetas da
personalidade humana.
O Centro é a quietude, o Redor é o movimento. Tudo se move ao redor de
um ponto, quase como uma “dança” ritual. Estamos sempre nos
movimentando, não só corpo mas também a mente (e a alma). Estamos em
busca de um Centro, do nosso Centro.
Não é à toa que a dança pode ser usada para alcançar experiências
místicas.
O
homem nunca estará satisfeito, por mais que modifique, atinja ideais,
porque só no Centro se encontra a grande realização. E onde estará
esse Centro? Em nenhum lugar mas em todos, porque ele é a base de tudo.
Curiosidade:
A tradução da palavra grega “pecar” é “errar o ponto”.
No
Hinduísmo e Budismo a Mandala é a representação do poder dos deuses
e do universo.
Para
algumas outras crenças e linhas esotéricas é a representação do círculo
solar.
Nosso sistema solar é uma Mandala. No entanto sua mais forte simbologia
está relacionada à passagem para o espaço sagrado interior.
No
Tibete, Índia e Nepal pode ser vista na arquitetura dos templos.
Também é encontrada em desenhos pintados e forjadas. É chamada
“Iantra”.
É
modelo espiritual da ordenação do mundo (Cosmograma).
Podemos
encontrar “símbolos alquímicos” relacionados à Mandala.
A
célula é uma Mandala, assim como o átomo. O corpo humano é formado
por inúmeras Mandalas.
Os Chakras? O que serão?
Carl
Jung foi um dos grandes estudiosos desse símbolo que conquistou inúmeros
admiradores.
Segundo
a Psicologia, a Mandala faz com que o indivíduo amenize a limitação
do campo visual psíquico através da contemplação e concentração,
dirigindo a atenção para conteúdos espirituais e intuição, o que
possibilita enraizá-los à Psique.
Jung
considera a Mandala como um “arquétipo” inato que pode surgir
espontaneamente, mesmo entre pessoas com deficiência de cultura pois
está no curso de um processo de maturação da alma. Pode surgir em
sonhos ou visões, por exemplo.
É
um símbolo de imersão, de introversão numa fase caótica pela qual
passa o ser humano que possibilita expressar a essência da alma e
formas de “conciliação” com a totalidade.
Símbolos
misteriosos que se “vestem” de belos materiais raros e luxuosos para
adornar e “fazer pensar”.
Bibliografia
Dicionário
Ilustrado de Símbolos
Hans Biedermann - Editora Melhoramentos
Dicionário
de Magia e Esoterismo
Nevill Drury - Editora Pensamento
Mandalas
– Formas que representam a harmonia do cosmos e a energia divina
Rüdiger Dahlke - Editora Pensamento
Símbolos
Esotéricos de Planeta
Editora Grupo de Comunicação Três
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