A
Jóia no Nosso Tempo
A Jóia no século XXI
As pessoas
que se mantêm informadas e acompanham tendências de Moda já
devem ter percebido o quão “confuso” está o conceito
de “Jóia” nos tempos atuais.
Vemos
desfilar, em importantes vitrines do ramo, peças em ouro
com detalhes em madeira; variadas fitas de tecido; borracha;
silicone; sementes; palha, ufa!!!
O que será
isso? Será jóia mesmo???
Sem dúvida
essa é uma pergunta que ronda a cabeça de quem aprecia uma
vitrine ou um lindo anúncio colorido.
Felizmente
(a meu ver) a “cara” da jóia está mudando.
Talvez
pelo “cansaço” de
ver sempre as mesmas coisas, diamantes, ouro, safiras, rubis
e esmeraldas, correntinhas, cravações delicadinhas.
Talvez
pela necessidade de “ser diferente”, de ter “coisas”
exclusivas. Numa sociedade que massifica as pessoas, em que
somos números nos documentos, nas filas e nos concursos, a
identidade fica esquecida.
Talvez,
até, pelo desejo de ver maior sentido naquilo que nos
rodeia, peças que expressem algo, um sentimento, um estilo,
uma tendência e não que apenas existam por existir.
A Jóia,
hoje, pode oferecer tudo isso, ela trabalha com designs
exclusivos.
Existe
Arte na Jóia do nosso tempo. Ela é como um quadro, como um
filme, uma música ou uma poesia.
A Jóia
tem personalidade, tem vida própria, uma história de vida.
Designers
trabalham com temas, pesquisam, desenvolvem esboços e mais
esboços até encontrar “aquela” jóia, que expresse
seus sentimentos, seu ser.
E,
o mais importante, o público tem aceito e buscado isso,
porque, sem compradores não existiriam designers criativos,
com estilo, exclusividade, arte e tudo mais.
Os
valores estão sendo reavaliados. O que vale mais? Um grande
rubi adornado por platina de forma “previsível” ou uma
peça que tem um estilo próprio no design e nos materiais
agregados?
Um
cristal bruto, simples e aparentemente tosco, pode ser tão
valorizado quanto um pedaço de ouro com diamante
incrustado, depende dos olhos de quem vê, depende da alma
de quem aprecia. E porque não juntar o cristal bruto com o
ouro?
Chega
de preconceito!
Até
mesmo a durabilidade e indestrutibilidade têm sido
questionadas na Europa, em correntes artísticas que
trabalham com Joalheria e apresentam, em importantes veículos
da mídia, anéis com espuma, colares de papelão, pulseiras
compostas por lápis de cor.
Hoje
não basta que a jóia seja bonita, ela tem que passar uma
mensagem, tem que ser “inteligente”.
Viva
os novos tempos!!!
Designer
– Márcia Pompei
Cursos de Joalheria
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