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Perfeitamente
enquadrada na tendência de conexão com a Natureza a Madeira se instala
com força total no luxuoso mundo das jóias e bijuterias.
Nos
últimos tempos temos visto sementes, couro, palha, fibras vegetais
entre tantos outros elementos até então descartados na confecção de
jóias e adornos. É a busca pelas raízes, rumo às entranhas da Terra.
Pulseiras,
pingentes, anéis, correntes entre tantas outras peças de Madeira
adornam as vitrines e visuais mais “antenados”.
Sua
variedade de cores pode ser amplamente explorada, tanto pela estética
quanto pelo lado místico.
Os
tons de marrom (predominantes no elemento Madeira) simbolizam uma
aproximação com a Mãe Terra. Os tons alaranjados simbolizam o esforço
pelo desempenho. Os tons da pele, mais suaves, estão relacionados a um
período de transição em que a pessoa ainda não se definiu, está
avaliando possibilidades.
Nas
linhas Esotéricas sua principal característica é a de isolar,
proteger.
A
Figa, um antigo amuleto, foi inicialmente confeccionada em madeira. Traz
proteção e afasta o mau-olhado. Sua origem é latina, era usada em
cultos onde se praticava a orgia, nas ilhas do Mar Mediterrâneo. Esteve
presente no Império Romano. Devido à sua origem acredita-se que atraia
a fertilidade. Ela “dá um nó” nas baixas vibrações. A Madeira aí
utilizada atua como isolante.
O
antigo e sábio costume popular de bater 3 vezes na Madeira quando algo
ruim se aproxima diz tudo: isolar, afastar o mal.
O
mesmo é verificado nas tradicionais e impressionantes “carrancas”
do Rio São Francisco. São grandes figuras disformes, esculpidas em
madeira, que ornamentam a proa de algumas embarcações. A intenção é
afastar maus espíritos que habitam o reino das águas.
A
Madeira é um material muito versátil e por isso mesmo sempre presente
na vida do homem, desde os primórdios.
Pode
ser usada como combustível, moradia, móveis, meio de transporte, matéria
prima para a indústria química entre tantas outras utilidades.
É
composta por muitas substâncias. Óleos, resinas, taninos, corantes,
gorduras, gomas, glicídios e substâncias minerais entre tantas outras.
Sua riqueza é grandiosa.
São
dois os grupos de Madeiras: brandas e duras. As brandas são do grupo
das coníferas, com folhas em forma de agulha. Aparecem em regiões
temperadas e frias. As duras são do grupo das dicotiledôneas, com
folhas largas. Pertencem a esse grupo o Carvalho, o Pinho, o Álamo, o
Mogno, a Aroeira, o Cedro, a Cerejeira, Imbuia e Jacarandá entre
outras.
Não
necessariamente uma madeira branda é mais frágil do que a dura.
Algumas
espécies de árvore têm sua coloração interna modificada após uma
longa vida. A parte interna adquire uma coloração mais escura do que a
habitual, causada pela escassa circulação de seiva. A parte externa da
madeira mantém-se mais clara, é o alburno. É através dessa camada
externa que a seiva mineral absorvida pelas raízes ascende. O centro do
tronco, a parte interna, atua como sustentação da árvore.
Madeiras
mais escuras remetem à tradição, bases sólidas, seguras. Madeiras
mais claras sugerem leveza, jovialidade, alegria.
Nem
sempre a cor está relacionada à idade da madeira, mas transmite essas
sensações e “sinaliza” esses sentimentos há séculos.
Há
árvores que podem viver milênios. Elas são a fonte viva da história
do nosso planeta. Quando tronco e ramos param de crescer ainda são
capazes de tornar-se espessos. Camadas de madeira são depositadas na
parte externa já existente. O corte transversal do tronco mostra uma série
de anéis concêntricos. O número desses anéis informa a idade do
mesmo.
Hoje,
quando vemos a madeira associada ao ouro, prata ou mesmo gemas,
conseguimos perceber como elementos tão diferentes podem valorizar-se
uns aos outros. Há um diálogo entre eles, como se estivessem
“batendo um papo” sobre os últimos acontecimentos do milênio.
Chegamos a nos sentir pequenos, quase insignificantes com nossa
“gloriosa” tecnologia de última geração. Falta-nos humildade!
Quando
usamos um objeto de madeira junto ao corpo estamos levando uma vida,
“mesmo que em silêncio”.
Somos
privilegiados por viver num país rico em florestas, apesar do
desmatamento. Temos mais de 200 árvores nativas. O Instituto Brasileiro
de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) é quem
regula e controla a indústria madeireira.
Em
jóias e peças de adorno podemos utilizar madeiras descartadas em
outros segmentos, mas que ainda mantêm sua estrutura e aparência tão
admiradas. Dessa forma não estimulamos o desmatamento e damos um passo
a mais rumo à reciclagem.
É
muito importante respeitarmos o meio ambiente, é um respeito à vida
humana. Da natureza depende a sobrevivência do homem. Infelizmente
temos negligenciado essa informação sem perceber que estamos nos
matando aos poucos.
Como
é bom (e raro!) poder unir beleza, natureza e misticismo usando peças
em madeira como jóias. Como é bom ver que o homem começa a valorizar
elementos tão “puros” e “simples”. Nem sempre o que é bom e
bonito custa caro. Os valores estão sendo reavaliados. Todos saem
ganhando!
Bibliografia
Dicionário
Ilustrado de Símbolos
Hans Biedermann - Editora Melhoramentos
Os
Talismãs e seus segredos
Nadia Julien - Editora Rideel Ltda.
O
Livro dos Amuletos
Gabriela Erbetta e Michelle Seddig Jorge - Publifolha
[ Índice
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