Girafa: o que ela tem a ver com a joalheria?

Essa é a pergunta que deve estar rondando a sua cabeça agora não? O que será que a Márcia vai falar da girafa?
Bem, ela está aqui para ilustrar uma grande tendência que vem surgindo, o uso de couros exóticos em acessórios e, como não podia deixar de ser, nas joias.
Sim, o couro da girafa é um deles, quem diria!

Pesquisando, encontrei um grande fã desse animal, Sérgio Sakall, que mantém um site pra lá de completo, o www.girafamania.com.br. Pude aprender muitas coisas sobre esse animal tão simpático.

O verbo zarafa significa pular, correr. A origem etíope da palavra é traduzida como graciosa. A versão árabe zirafah ou xirapha é traduzida como o mais alto de todos.

A girafa tem um lado esotérico que a associa ao elevado, exatamente por sua altura, é o animal mais alto do mundo. Pode variar entre 4 a 6 metros em idade adulta.

Também, devido à altura privilegiada, simboliza a vidência. Ela pode ver muito antes de todos.
Seus longos cílios são muito apreciados segundo o conceito de beleza humano. Mulheres árabes (entre inúmeras outras) têm o costume de alongar e acentuar os cílios, transformando-os em “armas de sedução”.

Na Bíblia, no capítulo XIV do Deuteronômio, é designada como “zemer”, cuja tradução é: Camelo Pardo. É classificada como um ruminante de unhas fendidas. Animais desse “grupo” poderiam servir de alimento para o homem, devido à “pureza” de sua carne.

Ela também já foi presente em várias culturas e épocas. Júlio César ofereceu um “camelopardus” a Cleópatra. Foi ofertada aos reis da Pérsia e posteriormente à princesas árabes e aos califas da casa de Abbas. Um sultão do Quênia ofertou uma girafa ao imperador da China em 1415. Em 1827 Mohammad Ali presenteou George IV, rei da Inglaterra com esse animal.

Antigos fósseis árabes indicam que ela tem aproximadamente 19 milhões de anos.

Seu pelo é curto. Desenhos regulares (ou não) num tom castanho-escuro espalham-se sobre um fundo claro, ligeiramente amarelado. Lembra um mosaico. Uma de suas funções é camuflá-la em seu habitat.
O padrão dos desenhos no pelo é único, permanece por toda a vida do animal. Além disso, não há um igual ao outro, como as nossas digitais.

Devo confessar que não foi exclusivamente o fator moda que me impulsionou a escrever sobre a girafa. Minha grande paixão por animais foi mais forte do que isso.

Pense bem e informe-se antes de adquirir um produto que agrega o pelo de animais. Procure saber a procedência, a certificação. Evite o consumo de produtos animais pouco comuns. Uma boa saída é lançar mão dos sintéticos, porque não? Nada mais sensato, nada mais justo!

Outra opção é o couro bovino tratado, tingido e decorado para parecer uma girafa, ou até uma zebra ou leopardo…

Apesar de existir apenas uma espécie de girafa, sua pele pode variar muito quanto aos desenhos; isso determina as 9 subespécies desse animal. Há aquelas com formas regulares e também as irregulares.

Abaixo podemos ver a pele das 3 subespécies mais populares:

desenho da autora
desenho da autora

Reticulada: lembra um mosaico que mostra a base branca entre as figuras

desenho da autora
desenho da autora

Maasai: nome originado da região da tribo Maasai.

desenho da autora
desenho da autora

Rothschild: cujo significado é “escudo vermelho”

Girafa – animal dócil, de aparência simpática e pacata que nos remete à paz. Como apropriar-se de sua pele por vaidade? Que direito temos? É preciso aplicar, urgentemente, os valores de respeito, convivência, pacifismo, a todos os elementos que convivem conosco no planeta. Fale sobre isso com aqueles que estão ao seu redor. Se cada um fizer um pouquinho ele se transforma em MUITO, e todos saímos lucrando.

Bibliografia e fontes

www.girafamania.com.br

Publicação

Artigo originalmente publicado no site JoiaBr

Autor(a): Márcia Pompei

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