Gato

O felino mais doméstico (foi domesticado por volta de 2000 a.C.) é cercado por uma aura mística que vem de longa data e ainda persiste em nossos dias.

Apesar de sua fama negativa foi ele o responsável por cortar a cabeça da serpente maligna Apophis do “livro dos mortos”. Foi venerado e mumificado no antigo Egito.
Entre gregos e romanos foi companheiro da deusa Diana.

O gato negro foi o mais prejudicado ao longo da história da humanidade. Acreditavam que suas cinzas, quando espalhadas pelos campos, tinham o poder de impedir o surgimento ervas daninhas. O grau de crueldade foi tão elevado que me reservo o direito de não mencionar.

Entre os celtas, o gato era representante de forças malignas e chegava a ser ofertado em sacrifício. Foi o fiel companheiro das feiticeiras em seus sabás. Era chamado “spiritus familiaris”.

Também esteve presente entre os germanos, puxando o carro da deusa Freia.
No Budismo e na Cabala é associado à serpente, indicando o pecado.
Entre os muçulmanos o gato é considerado positivo (com exceção do preto).

Na Pérsia, maltratar um gato preto é o mesmo que maltratar a si mesmo, pois acreditam que esse felino seja o hemzad (espírito nascido ao mesmo tempo que o homem para ser sua companhia).

Para índios da América do Norte esse animal é sagrado, não pode ser maltratado nem sacrificado, a menos que por finalidades religiosas.
A clarividência é um dom atribuído ao gato.

Antigas famílias inseriram o gato em seus emblemas na intenção de simbolizar a liberdade.

Seus olhos são considerados traiçoeiros devido à característica de alterar-se conforme a incidência da luz e também pela capacidade de caçar muito bem mesmo na escuridão, o que lhe custou a associação com criaturas das trevas.

Suas principais características são liberdade e sensualidade.

Segundo alguns psicólogos, o gato é um animal feminino e a má fama reflete a agressividade de algumas culturas com a mulher.
Sua natureza notívaga se associa à característica da mulher em se relacionar bem com o lado obscuro e misterioso da vida.

A fama de ter sete vidas vem da Europa medieval, devido à grande resistência à morte.

Apesar de alguns pontos negativos é forte seu título de protetor das casas.

No Japão a contradição com relação ao gato é marcante. Por um lado, é considerado animal de mau augúrio, capaz de matar as mulheres, tomar sua forma. No entanto, é famosa na cultura desse país a estatueta do gato com uma das patas voltadas para cima, para chamar dinheiro.

Na Radiestesia é conhecido por transformar a energia negativa dos ambientes. Isso é reforçado por sua preferência por aparelhos de TV e computadores, onde gostam de ficar. São vibrações instáveis que eles buscam harmonizar.

Em peças de joalheria, a figura do gato pode ser usado com o propósito de atrair a espiritualidade, clarividência, agilidade, harmonização de energias, sensibilidade e feminilidade. Claro, também pode ser usado por aqueles que o admiram, simplesmente como símbolo de uma amizade muito especial.

Esse animal, o meu preferido, já passou por momentos muito difíceis entre nós, seres humanos. Tomara possamos agora (já “civilizados” e “cultos”) dar-lhe o espaço merecido e reconhecer seu carinho e presteza com quem já lhe tirou a vida de forma fria, fútil e cruel! Vai aqui meu testemunho de amor a essa criatura tão especial e “mágica”.

Bibliografia e fontes

Dicionário Ilustrado de Símbolos
Hans Biedermann – Editora Melhoramentos

Dicionário de Símbolos
Jean Chevalier – Alain Gheerbrant – Editora José Olympio

Publicação

Artigo originalmente publicado no site JoiaBr

Autor(a): Márcia Pompei

ver perfil e ler outros artigos

Assuntos similares