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Nem
mesmo o velho e bom dicionário Aurélio escapa a seus encantos.
Lá podemos ver: “Fada – entidade fantástica do sexo feminino à
qual se atribuía poder sobrenatural e influência no destino dos
homens.”
Elas
agora batem as asas entre metais e pedras preciosas.
O nome
vem do latim, Fata. Antigos registros de fadas, pequeninos
seres dotados de asas, são encontrados na arte etrusca em 600 a.C. como
espíritos dos campos e florestas, são as chamadas Lasas.
Estão associadas ao Culto dos Ancestrais (Culto aos Mortos). Ainda na
cultura Etrusca encontramos fadas retratadas nuas, com asas e portando
um pequeno frasco de elixir. Segundo a lenda, uma gota do elixir poderia
curar qualquer doença, duas gotas revelariam os segredos da Natureza e
três gotas transformariam o espírito em matéria ou vice-versa.
Na cultura Celta as fadas surgem somente após a ascensão do
cristianismo, depois da ocupação romana. A crença existe desde tempos
remotos nos mais diversos países e com diferentes conotações e
aspectos. No entanto, um fator que coincide é sua forte ligação com a
natureza e em especial árvores e lagos. Por esse motivo, também, são
confundidas com seres elementais. Havia duas espécies:
- Aquelas
semelhantes às ninfas e
- As
verdadeiras magas, conhecedoras de ciências secretas, praticantes
de sortilégios.
Sua
imagem mais comum é a de uma criatura benéfica que protege os de bom
espírito. No entanto, na Escócia, são vistas como seres selvagens que
habitam florestas com a intenção de “roubar” crianças.
Durante toda a
Idade Média foram descritas como seres angelicais, envoltos em
melancolia, morando nos bosques sob as árvores, entre grutas e fontes.
Na Irlanda, o povo das fadas é chamado Sidhe. Vivem em uma sociedade
onde há monarcas e hierarquia.
Na história do Rei Arthur (da Távola Redonda) vemos a “senhora do
Lago”, Nimue, relacionada à proteção de Arthur, de seus ideais e de
sua famosa espada.
O culto às fadas, na Sicília medieval, foi documentado pela Inquisição
Espanhola e mostra a forte ligação dessas entidades à deusa Diana,
chamada “rainha das fadas” pelos italianos. Junto ao lago italiano
Nemi existia um templo de Diana. Esse lago era chamado “espelho de
Diana” pois do templo podia ser visto o reflexo da lua cheia em sua
superfície.
Diz-se que têm repulsa ao ferro. A provável origem dessa crença
refere-se à utilização do metal para arar a terra e derrubar árvores,
como se o homem violentasse a Natureza. Os domínios das fadas (sua
morada) são protegidos rigorosamente. As entradas são secretas e
normalmente escondidas em troncos de árvores. Uma noite em seus domínios
corresponde a anos na contagem de tempo dos mortais. Aconselha-se a quem
ingressar em seu mundo que deixe um pedaço de ferro na entrada evitando
assim que se aproximem e fechem a passagem do “invasor”.
Diz-se que as fadas podem fazer milagres, maravilhas, predizer o futuro,
transformar. Fazem feitiços e encantamentos mágicos para atrair sorte
(quando respeitadas) ou infortúnio (quando maltratadas).
A superstição de “bater na madeira”, para afastar algo ruim, está
ligada às Fadas. Essa prática funciona como um “pedido de
socorro”, de proteção, a elas que vivem em bosques.
A
varinha de condão é sua “ferramenta de trabalho”. Uma luz muito
intensa e brilhante é vista na ponta desse objeto, talvez como símbolo
da energia positiva canalizada para servir a quem necessite.
A Antiga Mitologia greco-romana tem suas “Três Fadas”. São as
Moiras (na Grécia) ou Parcas (em Roma). São filhas de Zeus às quais
cabe o destino de todos os seres mortais. Cloto é responsável pelo
nascimento e tecido da vida; Láquesis responde pelo tempo de vida; Átropos
é quem, com sua tesoura, corta o fio da vida.
E quem não se lembra das 3 fadas que protegiam Bela Adormecida? Ou
daquela que deu a forma humana a Pinóquio? E mais, a fada madrinha de
Cinderela, capaz de transformar uma abóbora em carruagem!
Tê-las
ao nosso lado é muito bom, ainda mais em peças tão lindas e
valiosas!
Bibliografia
Os
mistérios Wicanoss
Raven Grimassi - Editora Gaia
Dicionário
de Magia e Esoterismo
Nevill Drury - Editora Pensamento
Dicionário
do Folclore Brasileiro
Luís da Câmara Cascudo - Global Editora
Enciclopédia
de Conhecimentos Esotéricos
Alfredo Nieva - Editora Professor Francisco Valdomiro Lore
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