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Estamos
assistindo, perplexos, a invasão das correntes na grande maioria das
vitrines que apresentam jóias, acessórios, bijouterias e demais
componentes dessa família.
Uma tendência dos
saudosos anos 60 e 70 que volta com força total. Graças a um designer
que trabalhava um estilo "hippie" e vendeu muito para
artistas, cantores. Esteve fora da área durante anos e agora voltou
com tudo, vendendo para clientes famosos, modelos, apresentadores,
socialites, que poderiam ser, como ele mesmo menciona em entrevista,
"seus netos".
Tendências à parte, o
fato é que estamos aqui para mostrar um outro lado da corrente, de
seus elos mágicos que podem ter significados que vão muito além do
sonho de consumo das mulheres mais elegantes da nossa sociedade.
Em diversas
culturas e crenças a corrente é o símbolo maior da União.
Na Maçonaria é
recordada no fim dos trabalhos quando os integrantes se dão as mãos
em círculo, formando a "corrente fraternal". Cada elo da
corrente é visto como um anel de um dos participantes. A própria Maçonaria
é vista como uma grande corrente que circunda a Terra além das
fronteiras. Um dos inúmeros segredos dessa Liga é o fato de
contornarem o túmulo de um integrante com uma corrente de metal.
Na
crença Cristã a corrente de ouro tem um significado muito forte, ela
une Deus aos homens. Segundo Homero, Deus ordenou que se prendesse uma
corrente dourada entre o céu e a terra, dando assim a esperança ao
homem de que este poderia alcançar a perfeição e pureza de espírito
guiando-se por um "bom caminho".
Na antiga Alquimia um
famoso emblema mostra uma águia presa por uma corrente a um sapo, é
a representação da tensão entre o "fixo", o racional, e o
"volátil".
O rosário, utilizado
por diversas crenças, seitas e religiões, não deixa de ser uma
corrente, uma fileira de contas unidas entre si por um cordão. É
utilizado por budistas, hindus, muçulmanos, católicos, jainistas
entre outros. Seu uso está vinculado às orações que são
proferidas a cada nova conta que é tocada.
O "Masbarrat"
(Macebha) é um rosário de 33 contas divididas em 3 partes,
muito utilizado por povos do Oriente Médio e Grécia. Costuma-se
utilizar o âmbar, metais ou materiais mais leves na sua confecção,
mas podem ser encontrados em diversas gemas. Acredita-se que o âmbar
em contato com a pele filtra as energias purificando-as. Atualmente
nos grandes mercados do Oriente podemos encontrar "Masbarrats"
que utilizam contas plásticas, isso possibilita uma redução em seu
custo. O "Masbarrat" é utilizado em orações e também
para aliviar o stress.
As correntes que vemos
hoje nas vitrines são em sua maioria muito grossas, pesadas, longas e
em prata. Sendo assim, podemos dizer que elas são grandes proteções
contra maus fluidos, maus espíritos, e que invocam o feminino no ser
humano, tornando-o mais sensível, mais intuitivo, mais
"suave".
Não importa o tamanho,
o metal, o preço, a grife, o importante é usar aquilo que lhe agrade
e que tenha alguma relação com você. Libere seus instintos e
guie-se por sua intuição, você não vai errar!
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