Círculo: a forma perfeita

Ele figura entre os mais importantes e conhecidos elementos geométricos e segundo filósofos é a forma perfeita.

Não há início, meio ou fim. Não há orientação nem direção. A távola redonda do rei Artur não tem essa forma por acaso, mas exatamente por essas características, não há posição “mais importante”, não há cabeceira, todos são iguais.

É utilizado pelo homem há tempos. O templo de Apolo é descrito como uma construção em forma circular; acredita-se que seja uma referência ao sítio arqueológico de Stonehenge na Irlanda.

Segundo Platão, a “ilha de Atlântida” consistia num sistema de anéis concêntricos de terra e água.

Tumbas monolíticas pré-históricas apresentam uma pintura formada por círculos concêntricos. Estudiosos acreditam que essas figuras estejam relacionadas à forma da superfície da água quando atingida por objetos, uma ligação da morte com o “aprofundar-se nas águas”.

Representa a figura do sol e da lua além da abóbada celeste.

Na Astronomia, o símbolo do Sol consiste num círculo com o centro assinalado e na Alquimia esse é o símbolo do ouro.

O yin-yang chinês tem a forma de um círculo onde se inserem os opostos, negro e branco, homem e mulher, dia e noite e tantos mais.

Peças que utilizamos para nos “enfeitar” têm essa forma: anéis (e a aliança), brincos de argolas, braceletes, colares, etc.

Em diversas linhas místicas, o círculo tem a importante função da proteção, sendo muitas vezes desenhado no chão e não podendo ser ultrapassado. Normalmente ele é “ativado” ou consagrado no início do ritual.

Muitos amuletos têm a forma circular, entre eles os Abraxas (pedras de benção) originados na Síria e utilizados pelos gnósticos; as moedas chinesas; medalhas diversas; o selo de Salomão entre tantos outros.

O círculo representa Deus. O quadrado representa o homem e o que é terreno.
A auréola, comum em santos do Cristianismo, é uma linha de luz circular que flutua sobre a cabeça.

O círculo está relacionado também à eternidade, na figura do Uroboro, a serpente que morde a própria cauda.

A Cabala é outro elemento que se utiliza dessa forma para suas representações.

No zen-budismo ele representa a iluminação, a capacidade do homem entrar em sintonia com o princípio original.

Entre os indígenas, o círculo também tem grande importância. Ele simboliza as ações do “grande espírito”, pois a aparência das órbitas solar e lunar é circular, assim como o movimento das estrelas. Por esse motivo, as tendas são dispostas em círculo e num ritual ou comemoração é comum que se sentem em círculo.

A Joalheria se utiliza dessa forma em suas mais variadas peças, não apenas pelo conteúdo místico, mas também pela beleza e simplicidade. Nem sempre o que é complexo é melhor, mais atraente ou mais agradável. Em tempos modernos, bem-vinda seja a proposta do sábio rei Artur, diferenças à parte – direitos iguais.

Bibliografia e fontes

Dicionário Ilustrado de Símbolos
Hans Biedermann – Editora Melhoramentos

Dicionário de Magia e Esoterismo
Nevill Drury – Editora Pensamento

Os Talismãs e seus segredos
Nadia Julien – Editora Rideel

Publicação

Artigo originalmente publicado no site JoiaBr

Autor(a): Márcia Pompei

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