Ametista: com novo visual

Os tons rosados e os violetas suaves têm tido papel de destaque nas últimas coleções da joalheria. Vale a pena sabermos um pouco mais sobre a ametista, esta gema tão conhecida, mas que inova em cores suaves e delicadas como a “Lavanda” e “Rose de France”.

foto: Almir Pastore
foto: Almir Pastore

A Ametista é uma velha amiga, ainda mais porque ”povoa” tão generosamente nossas terras brasileiras. Temos até um município com seu nome – Ametista do Sul, e um distrito – Brejinho das Ametistas, na cidade baiana de Caetité.

Essa gema pertence ao grupo dos Quartzos e dela pode derivar o citrino “comercial”. A maioria dos citrinos encontrados hoje no mercado são ametistas aquecidas. A ametista brasileira adquire a cor amarelo claro a 470°C. A cor amarelo escuro até os tons avermelhados são conseguidos a 550°C. Vale lembrar que nos citrinos verdadeiros a cor predominante é o amarelo pálido, nunca avermelhado, além de serem raros.

Esotericamente está fortemente associada à proteção contra a embriaguez. Amethy-sios, em grego, significa “não embriagado”. Também é mencionada na mitologia grega. Dionísio (ou Baco, para os romanos), deus do vinho, estava indignado por sentir o desprezo dos mortais, decidiu então lançar tigres contra o primeiro mortal a cruzar seu caminho. Essa pessoa foi a bela Ametista, que se dirigia ao templo de Diana. A jovem foi atacada pelas feras e Diana, diante de tanto sofrimento, decidiu transformá-la num cristal. Sob o peso do arrependimento Baco despejou vinho sobre o cristal que adquiriu a coloração violeta.

foto: Almir Pastore
foto: Almir Pastore

Na Idade Média eram fabricados talismãs e amuletos com essa gema, na intenção de se preservar a castidade e sobriedade; a ela era creditada a capacidade de dominar paixões violentas.

Ametista é a cor da Era de Aquário e está associada a: modéstia, paz espiritual, devoção, virtude curativa, afastar maus pensamentos, boa razão, proteção contra o veneno e a magia negra, eliminar a sensação do medo, evitar a intoxicação entre outros.
É de grande auxílio na meditação, atuando tanto sobre o consciente quanto o inconsciente. É, acima de tudo, um tranquilizante natural.

É a pedra do chacra Coronário, situado no alto da cabeça, abrindo-se para o céu. No Oriente, chegam a fixá-la no centro da testa, no ponto do “terceiro olho”, chamado chacra Ajna.

foto: Almir Pastore
foto: Almir Pastore

Soldados prendiam uma ametista no cabo da espada como amuleto para afastar a morte e trazer a calma e equilíbrio, fundamentais para a conquista da vitória.

Diz-se que, quando usada no pulso esquerdo, concede o poder de ver o futuro em sonhos.

Nas dores de cabeça ou nos dentes, pode-se aplicar uma ametista previamente aquecida em água fervente (mergulhe-a por pouco tempo na água, apenas o suficiente para aquecê-la).

Atua favorecendo cérebro, olhos, pele, fígado e sistema imunológico.

Pedra da paz, da sabedoria, da transformação, da elevação espiritual. Que bom poder contar com um elemento que, além de bonito, tem tanta vibração positiva!

Bibliografia e fontes

Dicionário Ilustrado de Símbolos
Hans Biedermann – Editora Melhoramentos

Gemas do Mundo
Walter Schumann – Editora Ao Livro Técnico

Uso Mágico das Pedras Preciosas
W. B. Crow – Editora Hemus

Sites:
girafamania.com.br/tudo/pedra-ametista.htm
pt.wikipedia.org/wiki/Ametista
www.lendaviva.com.br

Publicação

Artigo originalmente publicado no site JoiaBr

Autor(a): Márcia Pompei

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