A volta do coração: pulsando nas mais variadas vitrines

Parece febre!!! A gente anda pelos shoppings, liga a TV, vai a restaurantes, shows e lá estão eles, brilhando em todos os colos femininos.

O Coração voltou com tudo nessa estação, e quase sempre em tamanhos bem extravagantes.

Suas formas podem ser estilizadas, clássicas, rebuscadas – mas estão sempre lá, presentes, “pulsantes”.

A cor preferida é o prateado, e eles fazem um casamento perfeito com as também vedetes da temporada: correntes grossas e longas.

Já os egípcios sentiram-se fortemente interessados por esse órgão do corpo humano, e deram-lhe atributos que hoje sabemos não serem verdadeiros. Para eles o coração era a sede do intelecto, da vontade e dos sentimentos. Durante o processo de mumificação, entre todas as vísceras, apenas o coração era deixado no interior do corpo, era necessário para propiciar a eternidade.

Durante o julgamento do morto seu coração era colocado num dos pratos de uma balança e do outro lado uma pluma. O excesso de peso no coração era um indicativo da prática do mal. O coração era comparado à “Consciência”.

Acreditava-se que o deus Ptah, responsável pela criação, projetara o cosmos em seu próprio coração antes de dar-lhe forma, através da palavra.

A Bíblia menciona que o coração é o “homem interior” pois enquanto o homem vê através dos olhos Deus vê através do coração.

O Novo Testamento diz que Deus habita os corações dos homens.

Para a cultura indiana o coração é a sede do reflexo do absoluto no homem, o “atman”.

No Islã o coração é a sede física da espiritualidade e da contemplação, ele repousa sobre uma série de invólucros.

Segundo os astecas o sol realizava, todas as noites, uma viagem aos “infernos”, tornando-se muito fraco, suas forças só retornariam com a oferenda do sangue dos corações das vítimas sacrificadas, dessa forma ele poderia retornar ao horizonte e iluminar um novo dia. Antes da cremação do corpo era colocada uma pedra verde na boca do morto, simbolizando o coração, fonte da vida e da alma.

A partir da Idade Média o coração começa a ser associado ao romantismo, ao amor entre homem e mulher.

No Catolicismo sua simbologia é rica e muito empregada em diversas ocasiões. O coração trespassado por flechas simboliza o redentor que ama e sofre pelos homens, imagem muito utilizada no período Barroco. Ainda hoje podemos vê-la em regiões ou cultos do Sagrado Coração de Jesus. Já o coração de Maria é representado com uma ou sete espadas a trespassá-lo.

O coração é um dos mais importantes e universais símbolos esotéricos. Costuma-se mencionar três centros vitais e espirituais do homem: o cérebro, o coração e o sexo. O coração (que está ao centro) equilibra os outros dois. É o símbolo maior do amor.

Amar é acionar a força de um chackra, um centro (o coração) o qual impulsiona todos os outros.

É a força da vida!!!

Publicação

Artigo originalmente publicado no site JoiaBr

Autor(a): Márcia Pompei

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