A técnica da Forja

A forja em metal é uma das primeiras técnicas, senão a primeira, utilizada na história da joalheria para dar ao metal a forma desejada.

No final da pré-história o homem utilizava metais na fabricação de armas e ferramentas. Os primeiros a serem utilizados foram o cobre e o ouro e, em menor proporção, o estanho.

É provável que sua origem esteja associada ao trabalho de “laminar” manualmente um grande bloco de metal. Supõe-se que o homem pré-histórico laminava o metal com golpes de pedras. Dessa forma era possível obter uma lâmina que seria utilizada de acordo com sua necessidade. Supõe-se também que, entre as primeiras ferramentas, utilizavam um tipo de martelo feito de cobre. Bem mais tarde as ferramentas passaram a ser feitas de ferro e aço.

O martelo era, então, a principal ferramenta do ourives de nossos antepassados. Peças maciças contavam apenas com ele para sua confecção.

A técnica da forja foi originalmente utilizada pelos ferreiros e depois incorporada ao universo da joalheria.

Forjar é o ato de deformar plasticamente o metal para adquirir formas desejadas, principalmente com golpes de martelo. Esse processo pode ser a frio ou a quente, mas, certamente, o trabalho a frio na forja é o mais utilizado hoje em joalheria.

Com golpes de martelo é possível obter diferentes espessuras na peça de forma harmoniosa, possibilitando a execução de peças de variados tamanhos.

A forja não só cria uma nova forma física no metal, mas também melhora suas propriedades, sua estrutura interna é “refinada”. Isso acontece porque o tamanho dos cristais é reduzido devido aos golpes sofridos. Isso faz com que o metal fique mais duro.

Na técnica da forja a solda é pouco usada e as peças são sempre maciças.

Autor(a): Wagner Livrari

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